Por Jornalista Fabrício Paz | Goiás em Foco TV | 14 de outubro de 2026
O deputado federal André Janones (Rede-MG) negou ter divulgado notícias falsas no canal de WhatsApp “Exército do Lula” e afirmou que pretende acionar judicialmente Maria Cláudia Bucchianeri, advogada ligada à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), por suposta calúnia.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, nesta quarta-feira (14). O parlamentar reagiu às acusações de que o canal teria sido utilizado para disseminar desinformação durante o período eleitoral.
Janones afirma que vai recorrer à Justiça
Janones disse que considera criminosa a acusação feita contra ele e afirmou que seus advogados tomarão providências judiciais.
A reação ocorreu depois que Maria Cláudia Bucchianeri declarou que a equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro havia reunido provas para apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a advogada, a ausência de conteúdos identificados como falsos pelo tribunal estaria relacionada à exclusão das publicações.
O deputado confirmou que apagou mensagens do canal, mas negou que o material fosse composto por notícias falsas.
Deputado explica exclusão de mensagens
De acordo com Janones, parte das publicações é retirada depois que as tarefas de mobilização, chamadas por ele de “missões”, são concluídas. Segundo sua explicação, a prática evita que novos integrantes encontrem mensagens antigas e deixem de acompanhar as orientações mais recentes.
O parlamentar também criticou a determinação para que o canal fosse registrado na Justiça Eleitoral. Ele afirmou ter cumprido a ordem para evitar que o grupo fosse retirado do ar, mas considera a exigência inadequada por não ser candidato à Presidência da República.

Disputa chega ao Tribunal Superior Eleitoral
O caso envolvendo o “Exército do Lula” integra a disputa política e jurídica entre os grupos ligados às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A controvérsia envolve o uso de canais digitais durante a campanha, a divulgação de conteúdos políticos e a atuação da Justiça Eleitoral na fiscalização das comunicações.
A reunião prevista no TSE para tratar da situação do canal acrescenta mais um capítulo à discussão sobre os limites da comunicação política nas redes sociais e a responsabilidade dos envolvidos durante o processo eleitoral.
Até que haja decisões definitivas sobre as acusações, é importante distinguir as alegações apresentadas pelas partes de eventuais conclusões da Justiça.
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